
Me nego a sair daqui.
Fui eu que criei este mundo.
Vê-se me entende,
que já não sou eu, sem você aqui.
Um abraço, uma lágrima.
Se me amas, porque tem que ir?
Não compreendo seus gestos,
muito menos aceitarei, a sua despedida.
Não te obrigarei, não me olhes assim.
Só peço que reflitas, tua decisão.
Um ano, dois, é mais que isso.
É uma cronologia de tempos, não serão esquecidos.
Que fizeram contigo? Enfeitiçaram teus ouvidos.
És tão bela, perfeita pra mim.
Amor demais, que faço –
sem teus olhos por perto.
Não me diga esta palavra – “adeus”
Os galhos estão secos, sem folhas –
falta o chão, sumiu o riso.
Escondido numa cabana –
abrirei as portas, depois que o inverno passar.
Luciane Moraes