terça-feira, 1 de março de 2011

Um tirano tem direito de assassinar o seu próprio povo?
















Particularidades no mundo vivem em guerras, mas essas particularidades afetam um todo – na política, na economia. Afeta-nos em reflexões.

Nesse mundo de comunicações abertas - o que acontece em outro continente, acompanhamos pela televisão, internet. Então, ficamos calados ou embarcamos nos discursos que como vento entra na nossa janela e olha para nós.

Tudo está em jogo, nesse mundo capitalista. Uma crise num país afeta os demais. Porém, as mudanças em relação às desigualdades sociais; a liberdade; a justiça; entre outros direitos sociais, só mudam quando um povo entra em revolução contra um poder tirano. É como o velho ditado “um povo unido, jamais será vencido”. Porém, essa vitória custa alguns derramamentos de sangue; morte. É o que aconteceu no Egito. E agora! Na Líbia o tirano quer assassinar o seu próprio povo.

Qual a lógica desse poder? O que está por detrás das máscaras?


Por Luciane Moraes
e-mail: olharacreano@gmail.com

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sou pobre, mas não sou ladrão



Do beco,
a droga,
a prostituição.
Um canto rapper diz:
Eu não sou ladrão

Sou pobre, sou honesto.
Moro na periferia,
trabalho na construção –
para o sustento da família

Se nos pegam na rua:
chamam de negro e traficante.
Não sou do mal!
Vivo minha vida dignamente.

Em uma loja de luxo,
olhares estranhos e atentos.
Não é porque tu pisas num chão diferente do meu,
que tu sejas melhor do que eu.


Também tenho direito –
de olhar as vitrines, como freguês.
Viajar em sonhos.
Para um mundo, sem orgulho burguês.

Nesse mundo perverso, cheio de injustiças.
Alguns se encaminham para o mundo do crime.
Pensam, que a droga é a solução.
Irmão! É uma verdadeira ilusão.

Cantamos, um canto.
Do dia-a-dia, da vivência ferida.
Com rapper e samba na veia.
Sobrevivo nesse labirinto de teia.

Sou filho de Deus.
Quero um mundo justo, de riquezas compartilhada.
Trabalho com salário digno.
Moradia, saúde, educação.
É! Vamos viver uma canção.
(Luciane Moraes)